Ibovespa sobe mais de 1%. e fecha em alta pelo 4º dia seguido; dólar cai abaixo de R$ 4,90

Bolsa também foi impulsionada pelo desempenho positivo dos índices em Nova York, com percepção de que juros serão mantidos nos EUA

Ibovespa sobe mais de 1%. e fecha em alta pelo 4º dia seguido; dólar cai abaixo de R$ 4,90
Imagem: Aidan Bartos

Em um dia de otimismo nos mercados globais, o Ibovespa acompanhou o desempenho das Bolsas no exterior e emplacou sua quarta sessão consecutiva de alta. As ações de maior peso do índice, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), contribuíram fortemente com os ganhos desta quinta-feira. Os papéis da mineradora subiram mais de 4% e os da petrolífera, em torno de 3%, com o impulso das commodities no mercado internacional.

“A Bolsa brasileira é bem sensível às empresas de commodities. Quando as matérias-primas performaram bem, a gente tende a acompanhar esse movimento”, explica Juan Espinhel, especialistas em investimentos da Ivest Consultoria.

Com a alta de hoje, o Ibovespa já subiu 3,15% em setembro, recuperando, assim, parte do tombo de agosto. No mês passado, o índice acumulou perda de mais de 5%, com a pior sequência de baixas da história da Bolsa brasileira.

“A gente teve uma correção forte em agosto e a Bolsa estava muito amassada”, afirma Espinhel.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,03%, aos 119.391 pontos. O giro financeiro da sessão ficou em R$ 23,93 bilhões, de acordo dados da B3.

O dólar comercial fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em duas semanas. A moeda americana terminou a sessão desta segunda-feira a R$ 4,872 na compra e R$ 4,873 na venda.

Apesar de ter se enfraquecido perante o real na sessão de hoje, o dólar teve um dia de valorização no exterior frente às principais divisas. O euro, por exemplo, chegou a atingir sua menor cotação em relação à moeda americana desde o último mês de março.

O movimento ocorreu depois que o Banco Central Europeu elevou pela décima vez consecutiva a sua taxa de juros, de 4,25% para 4,5%. Porém, os investidores estão esperançosos de que o ciclo de aperto monetário no velho continente tenha chegado ao fim.

Fonte: Infomoney