Presidente da Colômbia anuncia que crianças e bebê perdidos na floresta foram encontrados, mas depois nega e se retrata

Em um primeiro momento, Gustavo Petro publicou um tuíte em que dizia que as crianças haviam sido encontradas, mas depois o presidente colombiano disse que não há confirmação de que elas foram resgatadas.

Presidente da Colômbia anuncia que crianças e bebê perdidos na floresta foram encontrados, mas depois nega e se retrata
Acidente de avião aconteceu no início do mês — Foto: Fuerzas Militares de Colombia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou na quarta-feira (17) um tuíte no qual afirmava que quatro crianças, incluindo um bebê de 11 meses, que estavam perdidas sozinhas na floresta amazônica da Colômbia havia 16 dias foram encontradas vivas, mas depois ele apagou o tuíte e disse que não havia evidências de que as crianças tenham sido resgatadas.

Os quatro, que são irmãos, estavam em um avião que caiu no dia 1° de maio, matando a mãe e outros dois adultos.

As Forças Armadas afirmaram que ainda não haviam feito contato com as crianças.

O caso causou uma grande comoção no país.

A agência de bem-estar do Ministério da Saúde da Colômbia também afirmou que as crianças ainda não foram resgatadas.

Em mensagem para as equipes de buscas, alto comando do exército colombiano diz que as procuras pelas crianças desaparecidas estão nas últimas horas.

Até agora, sabe-se que:

  • Além do bebê de 11 meses, as crianças têm 13, 9 e 4 anos e são todas irmãs;
  • Elas vivem em uma comunidade indígena;
  • Eles embarcaram em 1º de maio em um avião pequeno acompanhados da mãe e de dois adultos, entre eles o piloto;
  • O voo faria o trajeto entre Caquetá e San José del Guaviare, uma das principais cidades da Amazônia colombiana;
  • Pouco depois da decolagem, o piloto informou haver falhas na aeronave, que desapareceu dos radares logo depois;
  • Segundo as investigações, o avião caiu em uma área de mata fechada;
  • No início das buscas, os corpos dos três adultos foram encontrados.

Buscas

As condições hostis do local dificultam as buscas, batizadas de "Operação Esperança". Do ponto mais próximo, os socorristas demoraram nove horas de navegação por rio para chegar à região do acidente e depois encontraram "árvores de 30 a 40 metros" e áreas lamacentas, onde há "raízes imensas".

A Força Aérea chegou a sobrevoar a área de mata densa com um alto-falante reproduzindo uma mensagem gravada pela avó dos menores. Em huitoto, língua indígena, a mulher dizia aos netos que eram procurados e pedia-lhes que não avançassem pela mata.

Na terça feira (16), soldados e indígenas de comunidades próximas ao local da queda encontraram pertences e uma fruta mordida, o que os deu esperança de que as crianças ainda estivessem vivas.

Fonte: g1