Após choque de trens, ministro dos Transportes da Grécia pede demissão
Kostas Karamanlis disse assumir responsabilidade pelo acidente. Trem de passageiros e de carga bateram de frente na região de Larissa, no centro da Grécia, matando 36 pessoas. Governo investiga por que os dois veículos trafegavam no mesmo trilho.
Após o violento choque entre dois trens na Grécia na noite de terça-feira (28), que deixou 36 mortos, o ministro dos Transportes do país, Kostas Karamanlis, pediu demissão nesta quarta-feira (1º).
Os dois trens - um de passageiros e outro de carga - trafegavam na mesma via em sentidos contrários. O governo abriu uma investigação para apurar os responsáveis pela falha na coordenação das rotas e já prendeu o chefe da estação de Larissa, de onde partiu o trem de passageiros.
Mas Karamanlis disse assumir a responsabilidade pelas "falhas de longa data" do estado grego na malha ferroviária.
Há cinco anos, a Grécia vendeu sua operadora ferroviária, a Trainose, para a estatal italiana Ferrovie dello Stato Italiane, com a promessa de modernizar os trilhos e os trens.
A expectativa era de que centenas de milhões de euros fossem investidos em infraestrutura ferroviária no país com a venda, que foi também parte do programa de resgate internacional ao que Atenas teve de recorrer durante a crise financeira que atingiu fortemente a Europa em 2008.
A modernização, no entanto, nunca saiu do papel, e usuários dos trens gregos se queixavam constantemente de infra-estrutura precária e falhas e atrasos.
Em comunicado emitido nesta quarta, Karamanlis afirmou que apresentar sua demissão é "o mínimo para honar a memória das vítimas" do acidente.
O acidente
- Dois trens - um de passageiros e outro de carga - colidiram de frente perto de Larissa, na região central da Grécia, na noite de terça-feira (28);
- Até o último balanço, divulgado na manhã de quarta (1º), 36 pessoas haviam morrido, e outras 80 ficaram feridas;
- O de passageiros havia acabado de sair de um túnel;
- O choque foi tão forte que os vagões frontais pegaram fogo na hora;
- Segundo um porta-voz dos bombeiros, a temperatura dentro do vagão chegou a 1300°C com a explosão - o que dificultará o trabalho de identificação das vítimas;
- Outro vagão ficou de lado em relação ao resto do trem destruído;
- Até a tarde de quarta-feira, bombeiros ainda buscavam por sobreviventes.
Fonte: g1
