Após quase 40 dias de greve, Prefeitura de Presidente Prudente (SP) se diz 'surpreendida' com paralisação no transporte coletivo
Poder Executivo informou que ao longo do dia foram realizadas diversas reuniões para discutir aspectos técnicos, jurídicos e financeiros relacionados ao tema e para definir qual ação será tomada. Greve do transporte coletivo urbano de Presidente Prudente. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (22), a Prefeitura de Presidente Prudente informou que foi novamente “surpreendida” por uma paralisação do transporte coletivo no município.
Há 37 dias, funcionários da Prudente Urbano estão em greve reivindicando o pagamento de salários atrasados. “Após ser novamente surpreendida por uma paralisação do transporte coletivo, o prefeito Ed Thomas convocou as equipes das secretarias de Mobilidade Urbana, Assuntos Jurídicos, Finanças e Chefia de Gabinete para uma reunião de emergência no Paço Municipal Florivaldo Leal, onde estão sendo discutidas as medidas que podem ser tomadas contra a concessionária responsável pelo serviço de transporte coletivo da cidade”.
Conforme a Prefeitura, ao longo do dia, foram realizadas diversas reuniões para discutir aspectos técnicos, jurídicos e financeiros relacionados ao tema e para definir qual a ação a ser tomada, tendo em vista a urgência da retomada do transporte coletivo. As reuniões seguem em andamento no Gabinete, conforme o Poder Executivo.
Os trabalhadores do transporte coletivo urbano de Presidente Prudente paralisaram totalmente o serviço nesta quinta-feira (22). Todos os ônibus ficaram dentro da garagem da empresa Prudente Urbano, no Conjunto Habitacional Mário Amato. A paralisação completou 37 dias. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Terrestre de Presidente Prudente e Região (Sintrattepp), Wagner Schiavão, além dos atrasos nos salários referentes ao mês, o vale-alimentação de R$ 500 deste mês e R$ 300 que faltaram do mês passado não foram pagos. Nenhum funcionário recebeu também o vale pago todo dia 20. “Infelizmente a situação está insustentável. Referente ao ticket do mês passado foram pagos somente R$ 200, já venceu outro de R$ 500.
Os motoristas estão com os salários atrasados, férias. Então, está insustentável. Enquanto não resolver isso, não pagarem, nenhum ônibus vai sair da garagem”, afirmou. Esta é a quarta greve somente este ano e motivada pelo atraso no pagamento dos salários e foi iniciada no dia 16 de junho. É a segunda vez apenas neste período que o serviço ficou 100% paralisado. Ao G1, a Prudente Urbano enviou a seguinte nota: "Por inúmeras vezes esta concessionária se antecipou aos problemas, agravados pela pandemia, oriundos do desequilíbrio contratual e buscou informar o Poder Concedente. Porém, nos resta lamentar, por mais uma vez, os transtornos causados à população e aos nossos trabalhadores com o descaso que o transporte público municipal vem sendo tratado pelo Poder Público".

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