Associação que representa companhias aéreas diz que passagens estão mais baratas

ABEAR contesta dados do IPCA, inflação oficial do país, que aponta alta de 35,24% nos preços das passagens de avião neste ano

Associação que representa companhias aéreas diz que passagens estão mais baratas
Segundo a ANAC, o preço médio das passagens aéreas chegou ao maior valor da história em setembro deste ano — Foto: Pexels

Em meio a uma pressão do Ministério de Portos e Aeroportos para que as companhias aéreas brasileiras apresentem um plano para a redução dos preços das passagens de avião, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), que representa companhias como Gol, Latam e Azul, culpa o câmbio e o preço do querosene de aviação (QAV) pelos valores cobrados dos consumidores. Mas mesmo assim, a ABEAR alega que as passagens estão mais baratas do que em 2022, ao contrário do que mostram os dados da inflação do país.

“A tarifa média acompanha os efeitos externos, dado que a aviação é um setor fortemente afetado pelo câmbio do dólar, que representa 60% dos custos de uma companhia aérea, e pelo combustível que representa 40%. A tarifa média doméstica em 2023, de janeiro a setembro, teve alta de 14% em relação a 2019 (ano pré-pandemia). Já o QAV, na mesma comparação, subiu 86%”, alega a ABEAR, em nota divulgada nesta quarta-feira (13).

Os preços das passagens dispararam no segundo semestre deste ano. Em outubro, a alta foi de 23,7%, após os valores já terem subido 13,4% em setembro, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), indicador usado para medir a inflação oficial do país. No acumulado do ano, já considerando os dados de novembro, as passagens aéreas subiram 35,24%.

No entanto, a ABEAR entende que o IPCA não é o melhor índice para calcular a inflação das passagens aéreas e prefere citar um relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com dados entre janeiro e setembro. Com base nesses números, a ABEAR alega que as passagens estão mais baratas em 2023 do que em 2022. 

“Segundo o mais recente relatório de bilhetes efetivamente comercializados, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os preços das passagens aéreas oscilam ao longo dos meses e, no acumulado de 2023 (janeiro a setembro), as tarifas aéreas no Brasil estão 8,5% mais baixas do que em 2022. As faixas tarifárias também demonstram que há diversidade de preços, com 16,4% das passagens sendo vendidas abaixo de R$ 200, 54% abaixo de R$ 500 e 85% abaixo de R$ 1 mil reais”.

Fonte: O Tempo