Bloqueio de recursos da Educação alcança R$ 3 bi e é o maior entre os ministérios

Bloqueio de recursos da Educação alcança R$ 3 bi e é o maior entre os ministérios
Fachada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ ) do campi da Praia Vermelha, na Urca - Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Novos bloqueios definidos pelo Ministério da Economia, na última sexta-feira, último dia útil antes da eleição, elevaram os cortes de orçamento das universidades e colégios federais para a casa do R$ 1 bilhão.

Os bloqueios da última sexta-feira foram de R$147 milhões para os colégios federais e de R$ 328 milhões para as universidades.

Esses valores somados aos cortes que aconteceram ao longo do ano fizeram com que as as unidades de educação básica federais perdessem mais de R$ 300 milhões de orçamento e as instituições de ensino superior, R$ 763 milhões.

Em nota, a diretoria da Andifes afirmou que se reuniu com o Secretário da Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, e informou que "essa limitação estabelecida pelo Decreto, que praticamente esgota as possibilidades de pagamentos a partir de agora, é insustentável".

Também em nota, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) informou que diante desse contexto financeiro e orçamentário caótico, quem perde é o estudante, que será impactado na continuidade de seus estudos, pois os recursos da assistência estudantil são fundamentais para a sua permanência na instituição.

"Transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II, diante do ocorrido. Serviços essenciais de limpeza e segurança serão descontinuados, comprometendo ainda as atividades laboratoriais e de campo, culminando no desemprego e na precarização dos projetos educacionais, em um momento de tentativa de aquecimento econômico e retomada das atividades educacionais presenciais no pós-pandemia", apontou.

Fonte: Extra