Corpo de corretora morta por síndico tinha bala alojada na cabeça, aponta investigação
O Fantástico mostrou sequência de imagens, áudios e contradições que levaram à prisão de Cléber Rosa de Oliveira, o sindico do prédio que Daiane Alves morava.
O Fantástico revelou novos detalhes sobre a morte da corretora Daiane Alves, assassinada pelo síndico do prédio onde morava. A reportagem apurou que o corpo da corretora tinha uma bala alojada na cabeça, mas não ficou claro onde Daiana foi morta. A arma do crime ainda não foi apresentada.
A investigação ainda revelou que: ninguém ouviu tiros no dia do desaparecimento. A perícia também procurou sangue no chão e no carro do síndico. O celular dela estava na tubulação de esgoto da garagem.
“A gente vai ter que conviver com isso... Por conta de quê? Tem como acreditar nisso?” , diz a mãe da vítima.
Investigação
Depois de 43 dias de investigação, a polícia de Goiás conseguiu desvendar a morte da corretora Daiane Alves, de 43 anos. O assassino confesso é Cléber Rosa de Oliveira, o síndico do prédio onde ela morava.
A última imagem de Daiane com vida é de 17 de dezembro de 2025. Foi captada pela câmera do elevador do prédio onde ela morava, em Caldas Novas, no interior de Goiás. A corretora desceu ao subsolo e sumiu, sem deixar rastros. O mistério só acabou com a prisão de Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o crime. O filho de Cléber, Maicon Douglas, também foi preso, segundo a polícia, por ter acobertado o crime e obstruído as investigações.
"Quarenta e três dias esperando um resultado do que aconteceu com ela, e o síndico andando normalmente, aparando grama ali, cuidando da grama, sabendo que a minha filha estava jogada no meio do mato”, diz Nilse Pontes, mãe de Daiane.
Cléber levou a polícia até o corpo e deu detalhes do que fez naquele dia. Ele contou no depoimento que abandonou a corretora já morta a uns 15 metros da rodovia, em área de mata mais fechada. Até confessar o crime, Cléber agia com frieza sobre o sumiço da corretora.
Conflito
Em um crime tão brutal, é preciso entender o quebra-cabeça que fez deste conflito a história de uma morte anunciada. A família conta que tudo começou em novembro de 2024, quando Daiane passou a administrar os imóveis da família dela, que antes eram cuidados por Cléber. Em seguida, outros condôminos também transferiram a administração de seus imóveis para a corretora.
Fonte: g1
