Despachante é preso em operação contra falsificação de registros para CAC

Segundo a PF, mais de 70 documentos falsos foram identificados. Indivíduos com antecedentes criminais foram beneficiados pelas fraudes.

Despachante é preso em operação contra falsificação de registros para CAC
Armas apreendidas durante operação da Polícia Federal, em Professor Jamil — Foto: Divulgação/PF

Um despachante foi preso em uma operação contra falsificação de registros para Colecionador, Atirador ou Caçador (CAC), em Professor Jamil, na região centro-sul do estado. A operação foi conduzida pela Polícia Federal (PF) do município de Jataí e os mandados cumpridos na manhã desta quarta-feira (12).

Como não teve a identidade divulgada, o g1 não conseguiu contato com a defesa do despachante.

Ao todo, dois mandados foram cumpridos, sendo um deles de busca e apreensão e outro de prisão contra o despachante. Segundo a PF, o homem atuava em processos para obtenção do registro do CAC utilizando documentos falsos.

As investigações iniciaram após o compartilhamento de informações do batalhão do Exército Brasileiro de Jataí, que identificou 16 processos fraudados pelo homem preso, além de 70 documentos falsos apresentados, entre eles, laudos psicológicos.

Com a ação do investigado, pessoas que não possuem registros para obter armas e munições, algumas com registros de antecedentes criminais por furto e posse ilegal de arma de fogo, podem ter se beneficiado de forma ilegal.

Durante a investigação, um dos envolvidos teve o CAC cancelado, além de armas de fogo e munições apreendidas. Computadores, celulares e documentos relacionados à investigação são os itens a serem apreendidos durante a investigação, além do objetivo de identificar outros indivíduos envolvidos no sistema de fraudes.

A concessão do CAC e a aquisição de armas de fogo e munições, são concedidas após apresentação de antecedentes criminais das Justiças Federal, Estadual e Eleitoral, além de testes de aptidão. Os crimes apurados na investigação, são os de falsificação de documento público e particular, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Fonte: g1/ Goiás