Entenda os próximos passos da candidatura da Ucrânia à União Europeia

Tempo médio para um país aderir à União Europeia é de quatro anos e 10 meses

Entenda os próximos passos da candidatura da Ucrânia à União Europeia
Ucrânia ainda deve enfrentar alguns desafios em processo de adesão ao bloco - Imagem: Divulgação/Parlamento Europeu

A Comissão da União Europeia defendeu na sexta-feira (17) que aUcrânia deve ser considerada oficialmente um país candidato para entrar no bloco. Cabe agora aos 27 estados membros do bloco decidir se concordam ou não com a opinião do órgão.

Aqui estão as principais coisas a saber sobre a tentativa da Ucrânia de ingressar na União Europeia:

Qual é o processo para se tornar parte da União Europeia?

No papel, o processo é relativamente simples. Um país se candidata e a Comissão dá um veredicto sobre se ele deve ou não ser considerado para candidatura. Como é provável que seja o caso da Ucrânia, a Comissão provavelmente apresentará algumas maneiras dos Estados membros aceitarem um novo candidato.

Como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deixou claro na sexta-feira, a Ucrânia ainda terá que cumprir uma série de critérios antes que as negociações de adesão possam começar, mesmo que os 27 membros da União Europeia concordem em aceitar seu status de candidato na próxima semana.

Os Critérios de Copenhagen são um trio bastante opaco de requisitos do bloco que devem ser cumpridos por um país candidato para poder entrar nas negociações de adesão.

Eles se concentram em saber se esse país tem ou não uma economia de livre mercado em funcionamento, se as instituições do país estão aptas a defender valores europeus, como direitos humanos e a interpretação da União Europeia do Estado de direito, e se o país tem uma democracia inclusiva e funcional.

Uma vez que o país tenha atendido a esses critérios, pode iniciar os 35 capítulos de negociação do bloco, e nos três finais retornam a algumas áreas dos Critérios de Copenhaguen.

Então, quando os líderes dos estados membros da UE concordarem, a entrada deve ser ratificada no Parlamento da União Europeia e pelos poderes legislativos do governo de cada estado membro.