França tem 2ª morte em protestos por assassinato de adolescente em abordagem policial
Bombeiro Dorian Damelincourt morreu na noite de domingo (2) ao tentar apagar incêndio iniciado em protesto. Sexta noite consecutivas de manifestações teve 157 prisões, menor número desde o início dos atos em reação à morte de Nahel, jovem baleado por um policial após fugir de blitz na periferia de Paris.
Um bombeiro francês morreu nesta segunda-feira (3) após ser atingido por chamas de um incêndio durante a sexta noite de manifestações no país por conta da morte de um adolescente baleado por um policial após fugir de blitz na periferia de Paris.
Esta é a primeira morte de um oficial desde o início da onda de manifestações que se espalhou pela França e a segunda no total. Na sexta-feira (30), um jovem que participava das manifestações morreu ao cair de um telhado.
Segundo o ministro do Interior, Gerard Darmanin, o cabo Dorian Damelincourt tentava apagar chamas em um estacionamento em Saint-Denis, nos arredores de Paris, na noite de domingo (2) quando sofreu um ataque cardíaco após inalar fumaça.
Ele foi socorrido por outros bombeiros e levados a um hospital, mas morreu no local.
Detenções
Apesar da morte do bombeiro, as manifestações foram menos numerosas no domingo (2), a sexta noite consecutiva de protestos.
Na ocasião, a polícia francesa deteve 157 pessoas, bem menos que na noite anterior, quando cerca de 700 pessoas haviam sido presas. Já na sexta-feira (30), as detenções chegaram a 1300.
O governo francês informou também que três dos 45 mil policiais destinados para conter a violência nas ruas de todo o país ficaram feridos.
Autoridades também disseram que aproximadamente 350 prédios foram incendiados e 300 veículos foram danificados.
As manifestações, as maiores na França em anos, foram motivadas pelo assassinato de Nahel, jovem de 17 anos baleado e morto por um policial ao fugir de uma blitz em Nanterre, nos arredores do país, na noite de terça-feira (27). A cena foi registrada em vídeo.
Desde então, manifestantes incendiaram carros, saquearam lojas e atacaram prefeituras e outras propriedades, incluindo a casa do prefeito de L'Haÿ-les-Roses, outro subúrbio de Paris. Um carro invadiu a entrada da residência e, na sequência, manifestantes incendiaram o veículo.
A esposa e os filhos do prefeito, foram atingidos por foguetes ao tentar fugir do local, mas, segundo autoridades, passam bem.
O presidente da França, Emmanuel Macron, vem exigindo que jovens abandonem os protestos violentos. No domingo, a avó de Nahel também pediu, em entrevista à rede de TV francesa BFM, o fim da violência do atos.
