Incêndios na Sibéria são maiores que todos os outros do planeta juntos
Onda de incêndios florestais segue devastando a Sibéria. Greenpeace alerta que este deve ser o maior incêndio registrado na história
Imagine todos os incêndios florestais que ocorreram durante o verão em todo o planeta. Juntos, eles são menores que os que ocorrem na gelada Sibéria. A onda de incêndios neste ano é considerada uma das mais graves em todo o mundo, seja na Rússia, nos países do Mediterrâneo ou nos Estados Unidos.
Segundo a imprensa local, chamas gigantestas estão sendo alimentadas em parte por ondas de calor extremas, aliadas a secas recordes. Cientistas atribuem todo o complexo problema às temperaturas mais altas associadas às mudanças climáticas.
A República de Sakha, também chamada de Yakutia, a cerca de 3 mil milhas a leste de Moscou, na Rússia, é a região mais atingida. O local, que no inverno é uma das regiões habitadas mais frias da Terra, está queimando desde a primavera. Incêndios por lá já estão entre os maiores já registrados.
Enormes quantidades de fumaça se espalharam até o Alasca e o Pólo Norte, enquanto as autoridades lutam para conter o fogo, com pouca mão de obra e equipamentos especializados. Milhares de socorristas e bombeiros esgotam esforços para apagar o fogo, mas sem sucesso.
Um piloto-observador sênior da filial de Yakutia do Serviço de Proteção Aérea Florestal federal, Kolesov, afirmou ao jornal ABC News que tem direcionado suas pequenas equipes para conter os incêndios titânicos e mantê-los longe dos vilarejos fora de Yakutsk.
“Trabalho desde 1988 e nunca vi um verão assim. Agora é uma loucura. Há muitos incêndios e quase todos eles são graves”, lamentou.
O governo declarou estado de emergência em Yakutia por conta dos incêndios que já queimaram cerca de 1,5 milhão de hectares de florestas. Em muitas regiões da Sibéria, a fumaça é tão intensa que bloqueia até a luz do sol.
Floresta em Perigo
Imagine todos os incêndios florestais que ocorreram durante o verão em todo o planeta. Juntos, eles são menores que os que ocorrem na gelada Sibéria. A onda de incêndios neste ano é considerada uma das mais graves em todo o mundo, seja na Rússia, nos países do Mediterrâneo ou nos Estados Unidos.
Segundo a imprensa local, chamas gigantestas estão sendo alimentadas em parte por ondas de calor extremas, aliadas a secas recordes. Cientistas atribuem todo o complexo problema às temperaturas mais altas associadas às mudanças climáticas.
A República de Sakha, também chamada de Yakutia, a cerca de 3 mil milhas a leste de Moscou, na Rússia, é a região mais atingida. O local, que no inverno é uma das regiões habitadas mais frias da Terra, está queimando desde a primavera. Incêndios por lá já estão entre os maiores já registrados.
Enormes quantidades de fumaça se espalharam até o Alasca e o Pólo Norte, enquanto as autoridades lutam para conter o fogo, com pouca mão de obra e equipamentos especializados. Milhares de socorristas e bombeiros esgotam esforços para apagar o fogo, mas sem sucesso.
Um piloto-observador sênior da filial de Yakutia do Serviço de Proteção Aérea Florestal federal, Kolesov, afirmou ao jornal ABC News que tem direcionado suas pequenas equipes para conter os incêndios titânicos e mantê-los longe dos vilarejos fora de Yakutsk.
“Trabalho desde 1988 e nunca vi um verão assim. Agora é uma loucura. Há muitos incêndios e quase todos eles são graves”, lamentou.
O governo declarou estado de emergência em Yakutia por conta dos incêndios que já queimaram cerca de 1,5 milhão de hectares de florestas. Em muitas regiões da Sibéria, a fumaça é tão intensa que bloqueia até a luz do sol.
Impacto da Atividade Humana
A situação da Sibéria reacende o debate sobre o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão nas Nações Unidas (ONU), mostrou um alarmante relatório sobre o impacto da atividade humana no aumento da frequência de fenômenos meteorológicos extremos.
Segundo a publicação, divulgada na segunda-feira (9/8), a concentração de dióxido de carbono (CO2), por exemplo, é a maior em 2 milhões de anos. Segundo o documento, espera-se que por volta de 2030 a temperatura média do planeta seja 1,5 ºC ou 1,6 ºC mais quente que a dos níveis da era pré-industrial nos cinco cenários relativos às emissões de gases de efeito estufa – que evoluem do mais otimista ao mais pessimista -, considerados no relatório. Isto ocorreria uma década antes do que o IPCC previu há apenas três anos.
Fonte: Por Metrópoles
