IPCA: Preços dos alimentos caíram em junho, informa IBGE
Ovo de galinha, arroz e frutas foram os itens que mais contribuíram para a queda
A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para alta de 0,24% em junho, após elevação de 0,26% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (10/7). A taxa de 0,24% é a maior para um mês de junho desde 2022 (0,67%).
O grupo Alimentação e bebidas, que possui o maior peso no índice, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) após a alta de 0,17% em maio. Após nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%).
A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche acelerou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.
Maior oferta
A maior oferta de alimentos em geral ajuda a explicar a queda dos preços de alimentos em junho (-0,18%) após nove altas mensais seguidas, de acordo com o gerente do IBGE Fernando Gonçalves, responsável pelo IPCA.
“Ovo de galinha e arroz caíram em junho e ajudaram nesse resultado de junho. Depois de nove meses, o preço de alimentos em geral cai por uma maior oferta.”
O grupo de alimentação e bebidas teve alta contínua de preços entre outubro de 2024 e maio de 2025. Quatro desses nove meses foram de aumentos acima de 1%.
Em junho, ante maio, o preço do ovo de galinha caiu 6,58%, enquanto o do arroz recuou 3,23%. Ambos os itens tiveram impacto de 0,02 ponto percentual no IPCA, com soma de 0,04 ponto percentual. Se esses preços tivessem ficado estáveis, o IPCA de junho teria sido de 0,28% e não de 0,24%.
No caso do ovo, Gonçalves explica que houve renovação de plantel no início do ano, o que permite “produção mais satisfatória, atendendo a demanda do mercado, que alivia o preço”. O arroz, por sua vez, tem previsão de aumento de 16% da safra em 2025, ante 2024, para 12,3 milhões de toneladas.
Apesar da deflação em junho, os preços de alimentação e bebidas ainda sobem acima da média da inflação no resultado acumulado em 12 meses: alta de 6,66% para alimentos e 5,35% para o IPCA geral.
Inflação
No primeiro semestre, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.
O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Fonte: Globo Rural
