Prisão de “Colômbia”
A Polícia Federal (PF) confirmou, nesta sexta (8), à CNN a prisão de Rubens Villar Coelho, conhecido como “Colômbia”, que teria participado dos assassinatos no Vale do Javari, no Amazonas.
Coelho já era investigado pela PF e foi preso portando documentos falsos. De acordo com o delegado Eduardo Alexandre Fontes, a real identidade do suspeito ainda está em investigação, uma vez que ele apresenta nomes distintos em documentos de diferentes países.
“Estamos apurando que essa pessoa conhecida como ‘Colômbia’ trabalha com pesca, segundo ele, ele compra pescados. Estamos apurando se existe ou não uma pesca ilegal e se existe apenas uma relação comercial com outros comerciantes ou se ele participa e financia uma pesca ilegal na região”, afirmou o delegado em entrevista à imprensa.
A PF também afirma que o suspeito trabalha com pesca na região do Javari e seria chefe de Amarildo da Costa de Oliveira, um dos autores dos disparos, já preso anteriormente.
Juíza do Amazonas envia processo à Justiça Federal
A juíza Jacinta Silva dos Santos, titular da Comarca de Atalaia do Norte, município do interior do Amazonas, determinou, na última quinta-feira (7), o envio para a Justiça federal do processo sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips, ocorridos no dia 5 de junho deste ano. O caso está sob segredo de justiça.
Pereira e Phillips foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados e enterrados durante uma expedição em uma região que é palco de conflitos recorrentes na Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.
A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Na decisão, a magistrada observou que o relatório das investigações realizadas pelas Polícias Civil e Federal, e que consta nos autos processuais, conclui que a motivação do crime estaria relacionada diretamente com os direitos indígenas, cuja análise da matéria jurídica é de competência da Justiça Federal.
Além disso, o Ministério Público também pediu a declinação da competência para a Justiça Federal. “Essas informações não constavam anteriormente nos autos, o que permitia, portanto, a atuação do Juízo estadual nesse processo”, explicou a juíza.
O TJ-AM informou ainda que, no final da tarde da última quarta-feira (6), houve um pedido das autoridades policiais que estão à frente das investigações para que a Justiça convertesse a prisão temporária de três investigados em prisão preventiva.
Fonte: CNN Brasil