Órgãos de segurança vão adotar esquema especial até 12 de janeiro para coibir ameaças extremistas em Brasília

Após atentado a bombas no STF em novembro, foi criada no Distrito Federal a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento. O núcleo da Polícia Civil apura todas as ameaças, inclusive as que são feitas de brincadeira nas redes sociais.

Órgãos de segurança vão adotar esquema especial até 12 de janeiro para coibir ameaças extremistas em Brasília
Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 — Foto: Lucas Neves/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo

Órgãos de segurança locais e nacionais vão trabalhar reunidos até 12 de janeiro em Brasília para identificar e coibir eventual ameaça de ataque extremista. A atuação conjunta já está ocorrendo e será estendida até o dia 12 de janeiro -- depois de 8 de janeiro -- que marca dois anos dos ataques golpistas.

A decisão foi tomada após dois episódios recentes: a prisão de um corretor de imóveis do Ceará que estava vindo pra Brasília após prometer nas redes sociais um ataque terrorista , e outro de um homem, aparentemente com problemas mentais, que foi detido ao ameaçar explodir as sedes da PF e da PM no Distrito Federal. Os dois foram presos no fim de semana, e não há confirmação de ligação deles com grupos extremistas.

Até 12 de janeiro, os núcleos de inteligência da PF, Polícia do Congresso, STF, Planalto, Força Nacional e Segurança Pública do Distrito Federal vão ficar numa mesma sala para rápido compartilhamento de informações. Esse serviço geralmente é remoto.

De acordo com o secretário executivo da SSP-DF, Alexandre Patury, não há nada organizado previsto, nem motivo de alarme, mas diante dos episódios registrados em Brasília recentemente, o trabalho foi reforçado.

'Uma preocupação da gente é porque quando acontece um é um problema de saúde mental generalizado, às vezes as pessoas terminam se motivando contra isso e é o tipo de coisa que a gente pede inclusive uma campanha que isso não é brincadeira. Tudo que chega aqui é analisado como a situação verdadeira. a gente avalia, a gente investiga, às vezes abre inquérito, às vezes pede judicialmente até a prisão das pessoas mas muitos terminam fazendo isso motivado por uma situação de bravata de brincadeira. É uma campanha para que as pessoas fiquem cientes que as ações delas, as postagem delas, tem repercussão, e ela pode ocasionar inclusive a prisão.'

Após o atentado a bombas no STF no mês de novembro, foi criada no Distrito Federal a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento. O nucleo da Polícia Civil apura todas as ameaças, inclusive as que são feitas de brincadeira nas redes sociais.

Fonte: CBN