Raiva humana: adolescente internado em UTI do DF segue em estado grave, diz Secretaria de Saúde

Segundo pasta, jovem tem entre 15 e 19 anos e foi arranhado por gato em maio deste ano. Única notificação da doença na capital tinha sido em 1978.

Raiva humana: adolescente internado em UTI do DF segue em estado grave, diz Secretaria de Saúde
Leito de UTI no DF em imagem de arquivo — Foto: TV Globo / Reprodução

O adolescente diagnosticado com raiva humana, no Distrito Federal, segue internado em estado grave. O jovem, que tem entre 15 e 19 anos, está em uma unidade de terapia intensiva de um hospital particular da capital.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde, na tarde desta quinta-feira (7). De acordo com a pasta, a infecção ocorreu em 21 de maio, após o paciente ser arranhado por um gato.

Em 15 de junho, o adolescente começou a sentir febre, dor no corpo, olhos e articulações. O jovem foi internado cinco dias após os sintomas.

A Secretaria de Saúde informou apenas que o jovem é morador da capital, mas não deu outros detalhes. A única notificação da doença na capital ocorreu em 1978, quando uma criança, entre 5 e 11 anos, foi atacado por um cachorro e morreu devido à enfermidade.

Vacina e soro antirrábico para humanos

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, atualmente, a vacina e o soro antirrábico para humanos estão disponíveis nos seguintes unidades de saúde da rede pública:

  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  • Hospital Regional do Gama (HRG)
  • Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)
  • Hospital Regional de Planaltina (HRP)
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC)
  • Hospital Regional de Brazlândia (HRBz)
  • Hospital Regional da Região Leste (antigo Hospital do Paranoá)
  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs) listadas no site da SES-DF

Quais são os sintomas da doença?

A doença pode não apresentar sintomas durante um intervalo de 45 dias. Mas segundo o Ministério da Saúde, o tempo de incubação pode mudar de acordo com diferentes fatores. Entre eles, a parte do corpo e a profundidade da mordida; e se a vítima for criança – quando a doença se desenvolve mais rapidamente.

O vírus provoca:

  • mal-estar geral;
  • pequeno aumento de temperatura;
  • perda de apetite;
  • dor de cabeça;
  • náuseas;
  • dor de garganta;
  • fraqueza;
  • irritabilidade;
  • inquietude;
  • sensação de angústia.
  • Os sinais podem permanecer de 2 a 10 dias após o período de incubação.

Como prevenir

  • Evitar mexer ou tocar em cães e gatos desconhecidos, sem donos, principalmente quando eles estiverem se alimentando, com filhotes ou dormindo;
  • Nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou em situações não habituais;
  • Comunicar à vigilância ambiental, ao encontrar suspeita de raiva ou mortos para recolhimento e análise;
  • Em caso de agressão não matar o animal, procurar imediatamente uma unidade de saúde;
  • Vacine seus cães e gatos anualmente contra a raiva. A vacinação de cães e gatos é ofertada, durante o ano todo, nos postos localizados nas Inspetorias de Saúde de Brazlândia, Gama, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas, Paranoá, São Sebastião e na Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival/ zoonoses).
  • É dever do proprietário cuidar e guardar seus animais. Se houver desejo de passear com os cães e gatos nas vias públicas, é necessário uso de coleira, uma guia, evitando aborrecimentos para o dono e para os demais pedestres.
Fonte: g1/ DF