Roubo no Louvre prejudica a imagem da França, diz ministro da Justiça; museu permanecerá fechado nesta segunda
Neste domingo (19), oito peças foram levadas da Galeria de Apolo, que abriga itens que pertenceram à realeza francesa. Segundo a polícia, ao menos quatro suspeitos participaram do crime. O local permanecerá fechado nesta segunda (20).
O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta segunda (20) que o roubo no Museu do Louvre, em Paris "prejudica a imagem" do país, e que as autoridades de segurança francesas falharam no caso. O famoso museu de Paris foi palco de um crime cinematográfico na manhã de domingo (19).
Em entrevista à rádio "France Inter", Darmanin disse que o ocorrido indicou uma falha nos serviços de segurança do país.
“Há muitos museus em Paris, muitos museus na França, com valores inestimáveis nesses museus”, disse Darmanin. "O que é certo é que falhamos”, acrescentou, afirmando que a polícia acabará prendendo os autores do crime.
Em uma ação de sete minutos, ladrões entraram no museu por uma janela e levaram oito peças da coleção de joias e pedras preciosas da Galeria de Apolo, onde fica um acervo de relíquias e tesouros da realeza francesa. As peças são avaliadas em milhões de euros.
Ninguém ficou ferido. Nenhum tiro foi disparado. Foi uma operação cirúrgica. O local teve que ser fechado e os turistas que estavam no local foram retirados imediatamente. O museu permaneceu fechado nesta segunda-feira (20) e todas as reservas para hoje serão reembolsadas.
Como foi o roubo?
A invasão ocorreu por volta de 9h30 (madrugada no Brasil), cerca de 30 minutos após a abertura do museu.
Segundo as autoridades francesas, ao menos quatro suspeitos participaram do roubo. Dois invadiram o Louvre pela fachada voltada para o Rio Sena usando um guindaste acoplado a um caminhão e arrombaram uma janela. O veículo estava estacionado ao lado do museu.
Dentro da Galeria de Apolo, os ladrões quebraram as vitrines para pegar as joias. Depois, fugiram de moto com os comparsas.
O que foi levado e o que não foi?
É a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
Alguns dos itens que permanecem desaparecidos:
- Coroa com safiras e quase 2.000 diamantes.
- Colar com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes da rainha consorte Maria Amélia.
- Colar e brincos da imperadora Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes.
- Broche com 2.634 diamantes da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões - cerca de R$ 42,2 milhões.
O item mais caro da coleção não foi levado. É o diamante Regent, de 140 quilates, avaliado em US$ 60 milhões (cerca de R$ 377 milhões), segundo estimativas da casa de leilões Sotheby's.
O que se sabe sobre os ladrões?
Ninguém foi preso até agora, nem identificado. Os investigadores vão avaliar imagens de câmeras de segurança e interrogar funcionários para tentar chegar aos suspeitos.
As autoridades também buscam saber se há envolvimento de algum trabalhador do museu para facilitar a entrada dos ladrões, que usavam coletes amarelos como disfarce.
Todas as hipóteses são consideradas, disse Laure Beccuau, promotora de Paris. Uma das linhas de investigação, segundo ela, é que o roubo tenha sido encomendado por um colecionador.
O envolvimento do crime organizado não está descartado. Neste caso, afirmou ela, as joias poderiam ser usadas em transações para lavar dinheiro de origem ilegal.
"Hoje em dia, tudo pode estar ligado ao narcotráfico, dadas as somas significativas de dinheiro obtidas."
Fonte: g1
