Rússia lança maior ataque aéreo contra Ucrânia desde início da guerra
A Rússia intensificou seus ataques à Ucrânia, com o maior número de drones e mísseis lançados em uma única noite desde o início da guerra.
Pelo menos 14 pessoas, incluindo três crianças, foram mortas e dezenas ficaram feridas nos ataques generalizados, disseram as autoridades locais.
O ataque ocorreu um dia depois que a capital ucraniana, Kiev, sofreu um dos ataques mais pesados da guerra até agora.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a "brutalidade não pode ser interrompida" sem "forte pressão sobre a liderança russa". A Rússia tem ignorado os pedidos de cessar-fogo.
Zelensky disse ainda que o "silêncio" dos EUA e de outros "apenas encoraja [o presidente russo Vladimir] Putin", em um aparente esforço para exercer pressão sobre o presidente americano Donald Trump.
A Força Aérea da Ucrânia disse que desde as 20:40 do sábado (24) do horário local (13h40 de Brasília), a Rússia realizou ataques usando 367 mísseis de vários tipos, veículos aéreos não tripulados (UAVs) e drones.
A Força Aérea disse que derrubou 45 mísseis de cruzeiro e destruiu 266 UAVs, com a maioria das regiões da Ucrânia afetadas e ataques registrados em 22 locais.
Equipes de resgate estavam trabalhando em mais de 30 cidades e vilarejos após o ataque "massivo", disse Zelensky em um comunicado no X na manhã deste domingo (25/5).
"A Rússia está prolongando essa guerra e continua matando todos os dias", disse ele.
"O mundo pode fazer uma pausa de fim de semana, mas a guerra continua, independentemente dos fins de semana e dias da semana. Isso não pode ser ignorado."
O Ministério da Defesa da Rússia disse que infligiu danos a alvos, incluindo aeródromos militares, depósitos de munição e estações de guerra elétrica, alegando danos em 142 áreas.
De acordo com o ministro de Assuntos Internos da Ucrânia, Ihor Klymenko, 13 regiões foram atacadas, com mais de 70 pessoas feridas, 80 edifícios residenciais danificados e 27 incêndios registrados. Mortes foram relatadas em várias regiões.
Klymenko chamou isso de "ataque combinado e implacável dirigido a civis".
Fonte: BBCNews Brasil
