Santuário Nacional de Aparecida volta a celebrar o 12 de outubro sem restrições de público

Santuário Nacional de Aparecida volta a celebrar o 12 de outubro sem restrições de público
12 de outubro na Basílica de Aparecida — Foto: Thiago Leon/Santuário Nacional

Nesta quarta-feira (12), milhares de fiéis lotaram o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para homenagear a padroeira do Brasil.

Uma fé que nunca descansa. Mas a pausa antes do dia intenso de celebrações era necessária.

"Quando eu cheguei aqui, a gente estava praticamente desfalecida. Eles pegaram a gente na porta, trouxeram aqui, e deram acolhimento de banho, de massagem, de curativo, tudo”, conta a enfermeira Rosalia dos Santos Ferreira.

Quando amanheceu, o dia revelou um Santuário Nacional repleto de histórias.

"Eu nem pensava em pedir nada, somente agradecer. Deus mostrou neste caminho, nesta trajetória toda, o quanto ele me dá de forças para continuar persistindo e chegar”, diz o jornalista Junior Alves.

Depois de dois anos com restrições por causa da pandemia, desta vez, a festa da padroeira não teve limite de público. E por todos os lugares do Santuário Nacional, romeiros buscavam espaço entre tanta gente para demonstrar a fé em Nossa Senhora Aparecida.

No lugar mais visitado da basílica, a espera na fila para ficar um tempinho perto da imagem da santa chegou a 40 minutos. Um esforço pequeno para quem tem muito a agradecer.

"Eu estava desenganada, com uma cirrose hepática e o médico disse que talvez eu não sararia. Mas aí eu dobrei o meu joelho e pedi, e ela me curou”, diz Marinalva Aparecida da Cruz Oliveira, romeira de Cambé (PR).

"Meu coração está pegando fogo. Agradeço muito, obrigado, mãe, obrigado!", diz a enfermeira Melânia Maria Silva Miguel, romeira de Itajuba.

A missa mais importante do dia foi celebrada pelo arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes. A homilia teve tom político, abordou temas como desemprego e fome, e a necessidade de vencer o ódio e a mentira.

"Maria venceu o dragão. Temos muitos dragões que ela vai vencer. O dragão que é o tentador, o dragão que já foi vencido, a pandemia, mas temos o dragão do ódio, que faz tanto mal, e o dragão da mentira e a mentira não é de Deus, é do maligno. E o dragão do desemprego, o dragão da fome, o dragão da incredulidade. Ah, com Maria vamos vencer o mal e vamos dar prioridade ao bem, à verdade e à justiça que o povo merece porque tem fé e ama Nossa Senhora Aparecida", disse Dom Orlando Brandes.

A celebração foi acompanhada por 40 mil fiéis, uma multidão emocionada pelo de reencontro com a padroeira.

"Estou feliz! Eu estou aqui no santuário desde ontem à noite, sem dormir. Eu cheguei direto aqui, nem para almoçar eu saí”, conta a enfermeira Gildete Carmides Paixão.

Enquanto as celebrações aconteciam no santuários, outros pontos também ficaram movimentados. Na sala das velas, em cada chama havia um pedido. E na sala das promessas, um agradecimento que se tornou comum: a superação da Covid.

"Tivemos a Covid e a gente se apegou na fé, e a fé foi o que fez a gente superar tudo isso, a família toda”, afirma a dona de casa Ana Lúcia Guedes.

Foi uma quarta-feira de muitas orações, agradecimentos e, principalmente, de união entre os fiéis.

"Nossa Senhora é um espelho para que a gente, como mulher, também possa ser protagonista, também possa ser uma mulher autônoma, que pense em Jesus Cristo e sempre tenha força para continuar lutando, apesar de muitas dificuldades”, diz a professora Germana Barros, romeira de Fortaleza (CE).

Fonte: Jornal Nacional