Trump deu declarações falsas e enganosas durante discurso de posse como presidente dos Estados Unidos; veja lista

Após ser empossado nesta segunda, ele repetiu várias falas da campanha eleitoral. Elas incluíram alegações sobre imigração, economia, veículos elétricos e o Canal do Panamá.

Trump deu declarações falsas e enganosas durante discurso de posse como presidente dos Estados Unidos; veja lista
Trump discursa para apoiadores após tomar posse como presidente — Foto: Greg Nash/Pool via Reuters

Em seu primeiro discurso após ser empossado nesta segunda-feira (20) como 47º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump repetiu várias declarações falsas e enganosas que ele havia feito durante a campanha eleitoral. Agora, elas incluíram falas sobre imigração, economia, veículos elétricos e o Canal do Panamá.

A agência de notícias Associated Press fez uma análise das alegações falsas e enganosas de Trump no discurso. Veja abaixo:

Alegação infundada sobre imigrantes

  • A declaração - Trump, um republicano, disse que o governo dos EUA "falha em proteger nossos magníficos cidadãos americanos cumpridores da lei, mas fornece santuário e proteção para criminosos perigosos, muitos de prisões e instituições mentais que entraram ilegalmente em nosso país de todo o mundo".
  • Os fatos - Não há evidências de que outros países estejam enviando seus criminosos ou doentes mentais através da fronteira.

 Trump frequentemente levantou essa alegação durante sua campanha mais recente.

  • aumentará na comparação com as moedas dos países que enfrentam tarifas, o que também pode compensar parte do impacto.

 Mas as tarifas não terão o impacto desejado de estimular mais produção nos EUA, a menos que tornem os produtos estrangeiros mais caros para os consumidores americanos.

 Além disso, muitos dos apoiadores de Trump, e até mesmo alguns de seus indicados, argumentam que ele pretende usar tarifas principalmente como uma ferramenta de barganha para extrair concessões de outros países. No entanto, se um Serviço de Receita Externa for estabelecido, isso certamente sugere que o presidnete espera impor e cobrar muitas taxas.

Revogação das políticas para carros elétricos

  • A declaração - "Revogaremos a política de incentivo a veículos elétricos, salvando a indústria automobilística e mantendo minha promessa sagrada aos nossos grandes trabalhadores automotivos americanos."
  • Os fatos - É enganoso afirmar que tal política existe em âmbito federal. Em abril de 2023, a Agência de Proteção Ambiental anunciou limites rígidos para emissões de gases de efeito estufa de veículos de passageiros. O órgão diz que esses limites podem ser cumpridos se, até 2032, 67% dos novos veículos vendidos forem elétricos.

 E, no entanto, a nova regra não exigiria que as montadoras aumentassem as vendas de veículos elétricos diretamente. Ela define limites de emissões e permite que as montadoras escolham como atendê-los.

 Em 2019, Kamala Harris copatrocinou um projeto de lei como senadora dos EUA chamado Lei de Veículos de Emissão Zero, que exigiria que, até 2040, 100% dos novos veículos de passageiros vendidos fossem de emissão zero. O projeto de lei, que ficou parada em um comitê de análise, não proibiu a propriedade de veículos que produzem emissões.

A China não opera o Canal do Panamá

  • racistas de nove membros negros da Igreja AME Mother Emanuel em Charleston, Carolina do Sul, em 2015;
  • o terrorista da Maratona de Boston de 2013, Dzhokhar Tsarnaev;
  • e Robert Bowers, que atirou fatalmente em 11 fiéis na Sinagoga Tree of Life de Pittsburgh em 2018, o ataque antissemita mais mortal da história dos EUA.

Nancy Pelosi e o 6 de Janeiro

  • A declaração - Chamando o Comitê Seleto para Investigar o Ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos Estados Unidos, ocorrido em 2021, de "Comitê não selecionado de bandidos políticos", Trump alegou que a então presidente da Câmara, Nancy Pelosi, "recusou a oferta de 10 mil soldados" na ocasião e que ela era "responsável pela segurança do Capitólio".
  • Os fatos - Trump frequentemente alegou que Pelosi rejeitou sua oferta de enviar tropas da Guarda Nacional ao Capitólio no 6 de Janeiro. Embora ele estivesse envolvido em discussões nos dias anteriores ao ataque sobre se a Guarda Nacional seria chamada antes da sessão conjunta, ele não emitiu tal ordem ou solicitação formal antes ou durante o tumulto, e a chegada da tropa foi adiada por horas enquanto autoridades do Pentágono deliberavam sobre como proceder.

 Em uma entrevista de 2022 com o comitê da Câmara liderado pelos democratas que investigou o ataque, Christopher Miller, então secretário de Defesa interino, confirmou que não houve ordem do presidente.

 Pelosi não comandou a Guarda Nacional. No entanto, quando o Capitólio foi atacado, ela e o então líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, pediram assistência militar, inclusive da Guarda Nacional.

O Conselho de Polícia do Capitólio decide se deve ou não chamar as tropas da Guarda Nacional para o Capitólio. Ele é composto pelo sargento de Armas da Câmara, o sargento de Armas do Senado e o arquiteto do Capitólio. O conselho decidiu não chamar a guarda antes da insurreição, mas acabou solicitando assistência depois que o tumulto já havia começado, e as tropas chegaram várias horas depois.

O sargento de Armas da Câmara se reportava a Pelosi, e o sargento de Armas do Senado se reportava a McConnell. Não há evidências de que Pelosi ou McConnell tenham orientado os oficiais de segurança a não chamar a guarda com antecedência. Drew Hammill, então porta-voz de Pelosi, disse após a insurreição que Pelosi nunca foi informada de tal pedido

Fonte:g1