Veja como foi a cirurgia que separou dois bebês siameses que estavam unidos pelo tórax e abdome

As meninas compartilhavam o fígado, o pericárdio e até a cavidade cardíaca. A equipe médica pretendia esperar seis meses para a cirurgia após elas nascerem, mas Eliza – uma das bebês – apresentou complicações graves antes disso.

Veja como foi a cirurgia que separou dois bebês siameses que estavam unidos pelo tórax e abdome
As meninas compartilhavam o fígado, o pericárdio e até a cavidade cardíaca — Foto: Fantástico

Elizandra Henrique da Costa e suas duas filhas siamesas – Eliza Vitória e Yasmin Vitória – viajaram mais de 670 quilômetros pela floresta amazônica para realizar uma cirurgia de separação. As bebês foram operadas no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (HECAD), em Goiânia.

A equipe médica pretendia esperar seis meses para a cirurgia após elas nascerem, mas Eliza apresentou complicações graves antes disso. O Fantástico deste domingo (10) contou a história da mãe e das filhas.

“Ela quase não fazia xixi e teve um problema respiratório sério”, explicou o cirurgião pediátrico Zacharias Calil. Isso fez com que a operação fosse antecipada para o dia 13 de maio e durou seis horas, com participação de 20 profissionais.

“Essa piora me chamou muita atenção. Discutimos o caso com a equipe [e concluímos que] nós temos que separar essas meninas praticamente de urgência, senão nós vamos perder as duas”, disse o médico ao Fantástico.

As meninas compartilhavam o fígado, o pericárdio e até a cavidade cardíaca. Os médicos dividiram os órgãos e separaram os ossos do tórax. A cirurgia foi considerada um sucesso.

“Nunca perdi a fé de que elas iam sair com vida do centro cirúrgico e bem recuperadas”, afirmou a mãe, emocionada. Eliza se recuperou rapidamente, mas Yasmin enfrentou complicações, incluindo uma cardiopatia

Fonte: g1/Fantástico