Com 18 mil casos confirmados, epidemia de chikungunya no Paraguai deixa cidades de MS em alerta

Secretários de saúde de 13 cidades do estado estão avaliando medidas para evitar a proliferação da doença; Mato Grosso do Sul contabiliza 57 casos prováveis de chikungunya.

Com 18 mil casos confirmados, epidemia de chikungunya no Paraguai deixa cidades de MS em alerta
Sintomas de doenças transmitidas pelo mosquito — Foto: Infográfico: Rodrigo Sanches e Diana Yukari/G1

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul acendeu o sinal de alerta e intensificou as ações de combate à dengue em cidades brasileiras na região de fronteira. A grande preocupação é com a epidemia chikungunya registrado no Paraguai, com mais de 18 mil casos da doença confirmados desde o início de 2023.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde paraguaio, o número de casos registrados da doença no país em 2023 já é quase treze vezes maior do que o confirmado em 2022. O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul (Cosems-MS), José Lourenço Braga, informou que o estado contabiliza 57 casos prováveis de chikungunya.

“Chikungunya já preocupa como situação da dengue, as ações nesse momento é a mobilização do controle mecânico das visitas aos domicílios e conscientização da população pela gravidade da doença. A principal preocupação é a mobilização da população em mutirões de limpeza e todas as ações necessárias, considerando a realidade de cada município”.

Em Ponta Porã, na linha de fronteira entre Brasil e Paraguai, no Mato Grosso do Sul, já foram registrados nove casos da doença, enquanto em todo ano de 2022 foram confirmados 4 casos.

Secretários de saúde de 13 cidades do estado, que estão próximas a municípios paraguaios, estão avaliando medidas para evitar a proliferação da doença. José Lourenço Braga destacou que o Cosems está se movimentando para prestar todo apoio necessário aos municípios de fronteira, considerando a explosão de casos no Paraguai.

Cuidados

Os moradores devem ficar sempre atentos para a prevenção da doença. Veja cuidados para evitar o ciclo de reprodução do mosquito:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água.
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

Fonte: g1/ Mato Grosso do Sul