Goiana de 12 anos impedida de jogar campeonato de futsal por ser menina deve ser indenizada em R$ 10 mil

Maria Fernanda Gomes, na época com 11 anos, precisou de uma liminar para disputar na competição. Cabe recurso da decisão.

Goiana de 12 anos impedida de jogar campeonato de futsal por ser menina deve ser indenizada em R$ 10 mil
Maria Fernanda Rodrigues Alves de Oliveira Gomes precisou de liminar para participar de competição em 2022 — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) foi condenada a pagar R$10 mil por danos morais à goiana impedida de jogar em um campeonato de futsal por ser menina. Cabe recurso da decisão.

O g1 entrou em contato, via e-mail enviado às 8h30 de terça-feira (10), com a Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS). No entanto, não houve retorno até a última atualização da reportagem.

O Tribunal de Justiça de Goiás divulgou a decisão na segunda-feira (9). Maria Fernanda Gomes teve a participação negada na 5ª Taça Brasil de Clubes de Futsal em 2022. A garota, na época com 11 anos, precisou de uma liminar para disputar na competição.

Na época, Maria Fernanda havia sido classificada com o time dela para participar do campeonato. No entanto, a inscrição foi negada com a justificativa de que times mistos não eram aceitos e não tinha times femininos para a idade dela.

Conforme a relatoria do processo, caberia à Confederação Brasileira de Futsal atuar para minimizar as desigualdades de gênero, com ações afirmativas para ter equilíbrio entre meninas e meninos nas competições, promovendo, assim, oportunidades semelhantes.

Inicialmente, com a justificativa de que a participação foi viabilizada por liminar, a Justiça não havia condenado a CBFS por danos morais. Após entrar com recurso, os advogados da família da menina, Daiany Macelai Celso e Lucas Oliveira, conseguiram que a decisão fosse revisada.

Ao g1,a advogada Daiany Macelai Celso afirmou que a decisão é importante para reforçar o direito das mulheres na participação em competições esportivas.

"É um direito que abrange não apenas ela, mas também várias outras meninas. Com certeza está fazendo história", disse a advogada.

Fonte: g1/ Goiás