Lula no JN: 'Importante é que a gente não confunda polarização com estímulo ao ódio', diz candidato
Lula (PT) foi o terceiro candidato a participar da série de entrevistas do Jornal Nacional com os presidenciáveis. Antes dele, vieram Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (22), e Ciro Gomes (PDT), nesta terça-feira (23). A última entrevista será com Simone Tebet (MDB), nesta sexta-feira (26).
Em entrevista ao Jornal Nacional, nesta quinta-feira (25), o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi perguntado sobre se ele estimulava a agressividade da militância política do PT e que lições ele tirava disso.
Lula respondeu que "a militância é como torcida organizada". Ele afirmou que na política "você tem divergência, você briga, você diverge, você tem divergência programática, mas você não é inimigo."
Questionado sobre a polarização na política, Lula respondeu: "A polarização é saudável no mundo inteiro. Polarização tem nos Estados Unidos, tem na Alemanha, tem na França, tem na Noruega, tem na Finlândia, tem em tudo quanto é lugar".
"Não tem polarização no Partido Comunista Chinês, não tinha polarização no Partido Comunista Cubano. Agora, quando você tem democracia, quando você tem mais de um disputando, a polarização é saudável, ela é importante, ela é estimulante", continuou.
"O que é importante é que a gente não confunda polarização com estímulo ao ódio. Eu me dou muito bem com o PSDB, que foi meu principal adversário durante tanto tempo."
A chapa encabeçada por Lula para concorrer à Presidência tem o Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo, como vice. Em 2006, os dois se enfrentaram no segundo turno da eleição presidencial, quando Lula foi reeleito para o segundo mandato — na época, Alckmin era filiado ao PSDB.
"E depois é o seguinte, Bonner: eu aprendi a conversar, a negociar com os contrários. Tem uma frase do Paulo Freire que é fantástica, que eu utilizei para mostrar aos militantes do PT para falar da entrada do Alckmin: de vez em quando a gente precisa estar junto com os divergentes para combater os antagônicos. E agora precisamos vencer o antagonismo do fascismo, da ultradireita", afirmou.
Lula aparece em primeiro lugar nas intenções de voto no primeiro turno com 47%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 18 de agosto. O levantamento aponta que na sequência vem presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 7%.
Fonte: g1
