Pela primeira vez em milhares de anos, vulcão na Etiópia entra em erupção

O vulcão, que estava inativo há 12 mil anos, desde a Era do Gelo, já espalhou cinzas sobre Iêmen, Omã, Índia e Paquistão

Pela primeira vez em milhares de anos, vulcão na Etiópia entra em erupção
Até então o vulcão tem provocado apenas abalos moderados na região de Afar (Imagem: rweisswald/Shutterstock)

O vulcão Hayli Gubbi entrou em erupção nesta semana após estar adormecido há milhares de anos. A nuvem de cinzas já cobre grandes áreas em países vizinhos e atinge alturas nas quais aviões intercontinentais voam.

Hayli Gubbi fica na região de encontro entre a placa tectônica Arábica e as placas Núbia e Somali, que compõem a placa Africana. Vale destacar que as placas Somali e Núbia estão se separando conforme o Vale do Rift Africano divide o continente em dois, podendo fazer com que haja a formação de um continente separado a partir da parte da África Oriental. Isso acarreta uma grande atividade vulcânica.

Efeitos da erupção

De acordo com o portal IFLScience, deve ter proporções maiores do que o vulcão Dabbahu, também na região e que entrou em erupção em 2005, gerando vários terremotos e sendo responsável por uma fissura de 500 metros de comprimento, com cinzas que deixaram o céu escuro na região por diversos dias. 

Hayli Gubbi é parte da cordilheira Erta Ale, uma região habitada e fica a 15 quilômetros a sudeste do vulcão. Conforme informações do site Volcano Discovery, a população do local é muito pequena.

Vale destacar que foi emitido um alerta pelo Centro de Alerta de Cinzas Vulcânicas em Toulouse, na França, com o pedido para que aviões que sobrevoam a região fiquem atentos, pois as cinzas já atingiram 15 quilômetros (49.000 pés) de altitude. 

A erupção também gerou a liberação de uma grande nuvem de dióxido de enxofre, uma substância que alguns cientistas acreditam poder ser usada para combater o aquecimento global.

As cinzas mais altas foram levadas para o nordeste por ventos, indo para o Mar Vermelho. Segundo um boletim divulgado pelo vulcanólogo Professor Erik Klemetti Gonzalez, da Universidade Denison, as cinzas em altitudes mais baixas estão indo para o norte-noroeste.

Fonte: Olhar Digital