Pesquisadores da UEG em Anápolis, identificam nova espécie de escorpião encontrado em Pernambuco

Estudo foi publicado em revista internacional. Animal foi encontrado em cavernas do nordeste brasileiro e trazido para ser analisado em Goiás.

Pesquisadores da UEG em Anápolis, identificam nova espécie de escorpião encontrado em Pernambuco
Animal foi encontrado na caverna “Meu Rei”, no Parque Nacional de Catimbau, em Tupanatinga, Pernambuco — Foto: Divulgação/UEG

Pesquisadores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) identificaram uma nova espécie de escorpião no Laboratório de Ecologia Comportamental de Aracnídeos, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a instituição, o animal foi encontrado em cavernas do nordeste brasileiro e trazido para Goiás para ser analisado.

As pesquisas de campo foram feitas em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, para o estudo da diversidade biológica. Coordenado pelo professor Everton Tizo Pedroso, o estudo vai integrar o acervo biológico do laboratório da UEG, junto com espécies dos animais de diferentes biomas brasileiros.

A pesquisa ainda foi publicada neste mês no periódico internacional Studies on Neotropical Fauna and Environment, da Inglaterra, com o título “Nova espécie de pseudoescorpião cavernícola do nordeste brasileiro”.

De acordo com a UEG, as análises de laboratório foram conduzidas pelo estudante do doutorado, Edwin Bedoya Roqueme, e confirmaram a presença da espécie desconhecida pela ciência até aquele momento. A universidade explica que trata-se de uma nova espécie pertencente ao gênero Maxchernes.

Segundo o pesquisador Everton, o animal foi encontrado na caverna “Meu Rei”, no Parque Nacional de Catimbau, em Tupanatinga, Pernambuco. O estudioso completa que a nova espécie foi nomeada de Maxchernes kapinawai, em homenagem à tribo "Kapinawá", descendente dos povos indígenas que habitavam a Vila de Macaco, desde o século XVIII, localizada nos municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim, em Pernambuco.

O pesquisador relata também que que no Brasil pode conter maior diversidade mundial de pseudoescorpiões. Ele diz que hoje, são conhecidas 170 espécies no país.

A UEG pondera que participaram também do estudo os pesquisadores Eder Barbier e André Felipe de Araújo Lira, que foram enviados para identificação pelos pesquisadores do laboratório de Anápolis.

Fonte: G1/GO