Veja quem são os vereadores presos em operação do MP por suspeita de participação em esquema de fraudes ligadas ao PCC

Segundo a investigação, agentes públicos teriam participado de esquema de quadrilha que atuava forjando concorrência para vencer licitações e firmar contratos com diferentes prefeituras para contratação de mão de obra terceirizada. Ao todo, 14 pessoas foram presas.

Veja quem são os vereadores presos em operação do MP por suspeita de participação em esquema de fraudes ligadas ao PCC
Os vereadores Ricardo Queixão (Cubatão), Luiz Carlos Alves Dias (Santa Isabel) e Flavio Batista de Souza (Ferraz de Vasconcelos). — Foto: Montagem/g1/Divulgação

Ao menos três vereadores de cidades paulistas foram presos na manhã desta terça-feira (16), em uma nova operação do Ministério Público de São Paulo para desarticular um grupo criminoso associado ao PCC.

Além dos três parlamentares, outras 11 pessoas foram detidas até o início da manhã, suspeitos de fraudar licitações em todo o estado.

Entre os alvos também estão empresários e agentes públicos de prefeituras e câmaras municipais do estado.

Segundo os promotores, os três vereadores detidos até o momento são os seguintes:

  • Ricardo Queixão (PSD), de Cubatão
  • Luiz Carlos Alves Dias (MDB), de Santa Isabel
  • Flavio Batista de Souza (Podemos), de Ferraz de Vasconcelos

O que dizem os envolvidos

A defesa do vereador de Cubatão, Ricardo Queixão (PSD), disse que vai pedir a revogação da prisão temporária e que ele está como averiguado, e não como suspeito.

O g1 entrou em contato com assessores dos vereadores Luiz Carlos Alves Dias (MDB), de Santa Isabel, e de Flavio Batista de Souza (Podemos), de Ferraz de Vasconcelos, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

A Câmara Municipal de Santa Isabel e a Prefeitura de Ferraz disseram que estão colaborando com as investigações.

Como funcionava o esquema

Segundo os investigadores, o grupo de políticos e empresários presos tinha várias empresas e atuava forjando concorrência para vencer licitações e firmar contratos com diferentes prefeituras para contratação de mão de obra terceirizada.

A atuação deles no sistema tinha apoio e participação de agentes públicos, dentre eles, vereadores.

O MP não informou os serviços que eram prestados pela mão de obra terceirizada e em quais setores, mas afirma que os contratos somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos.

Fonte: g1