Venda ilegal de joias da Presidência: veja quem são os envolvidos, os itens desviados e as trocas de mensagens

Equipes da Polícia Federal fizeram buscas, nesta sexta-feira (11), em operação sobre a suposta tentativa de vender ilegalmente presentes dados ao governo Bolsonaro por delegações estrangeiras.

Venda ilegal de joias da Presidência: veja quem são os envolvidos, os itens desviados e as trocas de mensagens
Rosto do pai de Mauro Cid aparece refletido em caixa — Foto: Roberto Oliveira/Alesp; Reprodução/GloboNews

Equipes da Polícia Federal fizeram buscas, nesta sexta-feira (11), em uma operação sobre a suposta tentativa, capitaneada por militares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações estrangeiras.

Objetos de alto valor, como esses que vinham sendo negociados, devem ser obrigatoriamente entregues ao acervo da Presidência da República – ou seja, são bens públicos, e não pessoais.

A operação foi batizada de "Lucas 12:2", em alusão ao versículo da Bíblia que diz: "Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido".

Os mandados foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ), por autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que disse identificar "fortes indícios de desvio de bens de alto valor patrimonial" na conduta de militares.

Abaixo, nesta reportagem, você vai ler sobre:

  • Quem são os alvos da operação
  • Quais nomes são citados no documento
  • Quais joias e objetos fazem parte da investigação
  • Trocas de conversas sobre negociações

Quem são os alvos da operação

✔️ Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal disse ao STF ver indícios de que um relógio de aproximadamente US$ 51 mil vendido por Mauro Cid nos EUA foi dado de presente a Bolsonaro em viagem oficial, mas não foi registrado oficialmente no acervo do governo federal.

Segundo os investigadores, "há fortes indícios de que o relógio Patek Phillippe (...) teria sido presenteado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2021, por autoridades do Reino do Bahrein e posteriormente vendido."